The same old story

The same old story

dezembro 28, 2005

Luxúria


















Ama-me como louco, como fera faminta.
Rasga-me a roupa.
Despe-me!
Beija-me com desejo insano.
Segure-me pelos cabelos de forma que eu não fuja.
Marca minha pele alva com tuas unhas.
Prenda-me!
Abrace-me forte como quem deseja ser um só.
Morda-me!
Assanha-me com ar travesso.
Diga-me obscenidade sem pudor algum.
Invada-me!
Sem medo e sem pressa.
Sabemos o que queremos.
Recomeçaremos quando tudo terminar.
Pois sou luxúria a flor da pele e você pecado original.

(escrito por Rosemeire I. B. Demori)

dezembro 26, 2005

Dom da escrita


Gostaria de ter o dom da escrita. De fazer com que as pessoas viajassem ao ler meus escritos, que se identificassem com as minhas idéias. Do mesmo modo como admiro inúmeros escritores.
Sempre que posso, procuro ler livros de gêneros variados. Na adolescência, sempre que era possível ia a biblioteca de minha cidade. Perdia-me por entre as estantes. Cada título interessante, cada escritor apaixonante, eu ficava maravilhada. Pena que a correria do dia a dia, me fez diminuir o ritmo de leitura, mas não o gosto.
Infelizmente uma grande parcela da população brasileira não tem acesso aos livros, e vejo pouco empenho do Governo em incentivar a leitura. Vemos jovens cada vez mais interessados na fraca programação televisiva, e a cada dia a oferta de programas de baixa qualidade aumenta. Nada que venha contribuir para o enriquecimento pessoal.
Uma nação ignorante é mais fácil de ser manipulada. Uma nação sem educação, sem discernimento do que é certo ou errado. Dessa maneira muitos votos são comprados com um simples “convencimento verbal”. Muitos políticos incompetentes são eleitos pelo povo, com promessas infundadas. Se ao menos as pessoas lessem um jornal se quer, saberiam o que acontece no mundo da política, a corrupção, os desvios de verbas públicas, Caixa 2 formado em campanhas políticas. Entenderiam principalmente o que anda acontecendo com o atual Governo, CPMI dos Correios, dos Bingos, entre outras. Certamente nas próximas eleições se lembrariam de toda essa vergonha Nacional e nunca mais se deixariam levar por mentiras e discursos elaborados.
Sei que os problemas sociais do nosso país são inúmeros, dois exemplos deles são a precária Saúde Pública e a má distribuição de renda.
Insisto em dizer que a má qualidade do ensino é um fator muito importante, se não o mais importante! Muitos escritores, sociólogos, artistas, religiosos comentam sobre a falha na educação brasileira. Dizem isso em livros, na televisão, em jornais, mas ainda é pouco. Precisamos de uma conscientização nacional já que o Governo nada faz. Dia desses lendo um livro de Augusto Cury, Nunca desista de seus sonhos, uma frase logo no início me chamou a atenção, percebi que tinha muito a ver com o texto que estava escrevendo. Estava escrito o seguinte: “ O mundo precisa de pessoas que leiam, desenvolvam a arte de pensar e sonhem com uma humanidade melhor”.O ensino é a base de tudo, mas os governantes não querem se preocupar com isso. Preferem fingir que não vêem o problema, pois é cômodo ter um povo vivendo na ignorância.
Precisamos de pessoas que pensem, que questionem, que não se limitem a apenas ouvir e a cumprir ordens. E isso, só será construído com um sistema educacional eficiente. Esse é o meu desejo. Desejo de uma pessoa comum. Assim seja!




“Oh! Bendito o que semeia
Livros...livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n´alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar”...


(trecho do Poema: O livro e a América – Castro Alves)

dezembro 22, 2005

Poema sem título

Conhecer você me fez tímida.
Pensar em você me fez viajante.
Sonhar com você me fez inocente.
Falar com você me fez sábia.
Rir com você me fez criança.
Beijar você me fez amante.
Acariciar você me fez enamorada.
Amar você me fez mulher.
Ter você me fez meretriz.
Perseguir você me fez insana.
Odiar você me fez sádica.
Perder você me fez poetisa.
(escrito por Rosemeire I.B.Demori)

dezembro 20, 2005

Quando ele partiu...



Quando ele partiu, só dor deixou.
Quando eu parti, de alívio ele suspirou.

Quando ele partiu, me tranquei no quarto escuro.
Quando eu parti, pelo mundo ele saiu.

Quando ele partiu, do meu peito arranquei o amor.
Quando eu parti, uma flor ele plantou noutro jardim.

Hoje, não sei por onde ele anda, também não sei o que foi feito de mim. Só sei que no momento de nossa partida, partido estava meu coração.



(escrito por Rosemeire I. B. Demori)

Se um dia me deixar...

Se um dia me deixar, deixe sem demora.
De modo rápido e letal.
Não olhe para traz, assim não verá o estrago feito.
Ande a passos rápidos e desapareça antes do anoitecer.
Se um dia me deixar, não chore por mim.
Chore por você, pela solidão que sentirá, na ausência minha.
Se um dia me deixar faça as malas, e nelas não esqueça de colocar, os planos não concretizados, beijos roubados, loucuras feitas e mentiras ditas.
Leve contigo a lembrança das lágrimas que correram dos meus olhos quando eu soube de toda a verdade.
Leve também a lembrança do meu sorriso. Era marca registrada de nossos encontros. De felicidade eles floresciam.
Faço questão de que leve com você tudo que havia me dado durante todos esses anos, esperança, sonhos, desejos, paixão, saudade.Mas por favor, lhe peço desesperadamente, quando sair por aquela porta, devolva-me a calma, a sanidade, a felicidade e o amor próprio.
Obrigada.

(escrito por Rosemeire I. B. Demori)

dezembro 18, 2005

Somos Tri!



Não me venha perguntar sobre números de títulos, número de jogos e de gols, por que isso não me importa, só sei que desde que nasci, sou torcedora do São Paulo Futebol Clube. Nasci e cresci amando esse Clube como uma religião.Tomei gosto pelo futebol e especialmente por esse time, através de meu pai Wilson. Sãopaulino roxo, defensor de seu time nas vitórias e derrotas. Sempre assistíamos aos jogos pela televisão. Não sabíamos qual de nós dois era o mais nervoso.Particularmente não me atento ao grande número de jogos e vitórias. O que me fez ser admiradora e torcedora fiel do São Paulo, foi a forma de jogar, a história do time, o carisma que os jogadores e comissão técnica transmitem aos seus torcedores, e o respeito em campo ao time adversário. Além de ser uma fábrica de craques ao meu ver. Grandes jogadores são formados dentro do São Paulo e todo ano são destaques no futebol brasileiro.Profissionais de alto nível como os técnicos Telê Santana, Paulo Autuori, os jogadores Careca, Muller, Raí, Rogério Ceni, Zetti, Dario Pereira, Serginho Chulapa, Kaká, Grafite, Mineiro, Luís Fabiano, Amoroso, Lugano, e tantos outros. Lembrando também de Leônidas da Silva criador do gol de bicicleta, que em 1938 mostrou com genialidade essa nova forma de marcar gols. Velha e nova geração marcada por grandes conquistas.E hoje é dia de gritar que somos Campeões do Mundial de Clubes. Por três vezes levamos esse título a nação brasileira! Valeu grande time paulista, valeu equipe de grandes profissionais.Pai, mais uma vez torcemos juntos em frente a TV. Sei que gritou e vibrou comigo em cada lance. Essa vitória é pra você, onde quer que esteja!
Pra finalizar, antes que esqueça...reparem nas cores da roupa do Papai Noel....rs ele é Sãopaulino!....rsrs
"Salve o tricolor paulista,
Amado clube brasileiro
Tu és forte, tu és grande
Dentre os grandes, és o primeiro.
Oh, Tricolor,
Clube bem-amado,
As tuas glórias
Vêm do passado.
São teus guias brasileiros,
Que te amam eternamente,
De São Paulo tens o nome
Que ostentas dignamente.
Oh, Tricolor...

(Segunda Parte)
Trazes glórias luminosas
Do Paulistano imortal,
Da Floresta também trazes
Um brilho tradicional.
Oh, Tricolor...
São Paulo, clube querido,
Tu tens o nosso amor,
Teu nome e tuas glórias
Tem honra e resplendor.
Oh, Tricolor...
Tuas cores gloriosas
Despertam amor febril
Pela terra bandeirante
Honra e glória no Brasil
Oh, Tricolor...


dezembro 09, 2005

Eu


Não queria que você soubesse, quem eu era na verdade. Muito menos do que sentia por você. Jamais permitiria que soubesse o tamanho do sentimento que nutria e dos medos que sentia. Não queria que me conhecesse de verdade, que soubesse o que havia escondido em meu coração. Quais eram meus sonhos, medos e desejos.
Não queria que notasse minhas fraquezas e muito menos meus defeitos. Queria exaltar minhas qualidades, escondendo o quanto eu poderia ser fraca. Tinha ânsia em mostrar o quanto era forte, competente, engraçada. O quanto era o meu poder de sedução. No meu íntimo parecia ser fácil tentar esconde-los. Tentava ser uma mulher que sabia lidar com o ciúmes, e com a possível perda. Desejava ser a dona da situação.
Não queria mostrar meu lado rancoroso e perverso. Isso poderia me tornar uma pessoa amarga e manipuladora. Confesso que me assustei ao me ver assim. Não pensei que tudo isso poderia estar escondido em algum lugar do meu coração.
Ei, pare! Não sou assim! Sou meiga, calma, diplomática, o que está havendo comigo? Será que as desilusões pelas quais passei e as mentiras que me foram ditas, me fizeram transformar? Que tipo de pessoa me tornei?
Tentei fazer tudo o mais perfeito e correto possível. Mas o correto, saiu incorreto e perdeu-se no tempo.
Sou humana, carne e osso, sou feita de erros e acertos, alegrias e tristezas, amor e ódio. Sou o que sou. Hoje, você sabe quem sou eu, e sei quem é você. Simplesmente reagi a uma ação.
Agora, olha pra mim!
Sou assim, vês?
Veja o que tem por trás daquela mulher tímida. Veja o que foi descoberto!
Grata por ter me ajudado a descobri-la. Hoje não tenho mais nada a esconder, nem deixar de falar o que sinto, muito menos esboçar um sorriso que teima em não sair. Hoje, o máximo que você poderá conseguir de mim, é um olhar apático e indiferente. Mesmo querendo mais uma vez esconder de você o que realmente gostaria de fazer.

dezembro 07, 2005

As três flores

No jardim da vida, nasceram três lindas flores. De espécie muito rara. Flores belas, de suave perfume. Flores que se espreguiçam ao nascer do sol, que sorriem ao mais delicado toque, que brincam e rodopiam ao soprar do vento. Flores que adormecem sob a luz da Lua.
Deus vendo a beleza dessas flores, sentindo o doce perfume que exalavam, achou por bem transforma-las em Anjos. Só assim poderiam levar aos quatro cantos do mundo, a paz, a alegria, o amor, a esperança e o doce perfume da vida. E assim foi feito.
Os Anjos por muito tempo percorreram todo o mundo levando essa mensagem do Deus Pai.
Certo dia, como era de costume, Deus parou seus afazeres para poder observar o fim de tarde das pessoas que habitavam a Terra. Ele gostava de ver as pessoas voltando para casa depois de um dia cheio de trabalho e atribulações. Gostava de ver as famílias reunidas na hora do jantar para poderem conversar e compartilhar do alimento. Pai, mãe e filhos reunidos em comunhão. Eis que Deus parou para observar uma certa família. Algo nela o chamou a atenção. Eram pessoas simples, mas extremamente felizes. Haviam entre eles um amor imensurável. Eram pessoas corretas, honestas e devotas. Sempre procurando Deus nos momentos difíceis e sempre agradecidos quando êxitos eram alcançados.
Vendo tudo isso, Deus pensou que seria bom presenteá-los com algo muito especial. Com algo que pudessem conforta-los nas adversidades e tristezas que a vida lhes havia reservado. Um presente para que eles nunca se esquecessem de que ELE estaria sempre por perto, os guiando e confortando. Para que a felicidade e a união deles se triplicassem sempre que lembrassem do presente.
Então Deus teve uma brilhante idéia. Chamou os três Anjos, e os designou a uma nova missão. Seriam enviados a Terra em forma de três crianças. Os Anjos felizes com a nova tarefa, logo quiseram ir para a Terra. Mas Deus, com calma explicou-lhes que cada um iria em uma época diferente, para que a felicidade daquela família perdurasse por muito tempo. Assim cada Anjo foi enviado em um ano diferente, mas se reencontrariam naquela família. Esses Anjos vieram em forma de três lindas meninas. Cada qual com sua característica, cada qual trazendo nos olhos o amor incondicional. Deus ficou muito feliz com sua obra e muito mais com os nomes dados a elas. Nomes puros de coração. Quem são elas? Marina, Mariana, Ana Luisa. Minhas sobrinhas.
Agradeço a Deus todo dia, por estarem na minha vida e na minha história.
Amo vocês!

dezembro 05, 2005

Desafios

Ela estava sentada em frente ao micro tentando escrever sobre sua vida, tentando colocar no papel as coisas que a assombravam. Lançar-se neste desafio era difícil para ela. Escrever sobre seus medos era adentrar num campo minado. Extremamente complicado. Nem sempre as palavras certas saíam.
Pensou em escrever sobre nas inúmeras vezes que teve vontade em se lançar num novo projeto de vida, em procurar um novo amor, um novo emprego. Mas ela sempre esteva rodeada pelo medo. O medo do fracasso a paralisava.
Em seu interior havia uma vontade de mudar infinita. Mas essa vontade não tinha forças o suficiente para explodir em ações. Então ela simplesmente desistia de seus projetos e sonhos.
Em seu íntimo ela sabia que teria que contar consigo mesma e que essa mudança dependeria somente dela e de mais ninguém.
A culpa era dela, mas não conseguia admitir. Por esse motivo, ela culpava todos pela sua impotência. Culpava a família, o chefe, o governo, culpava o vizinho.
Não tinha coragem de saborear uma nova conquista, saborear o desafio de mudar. Ano após ano ela reclamava sem ter tido ao menos a coragem de olhar para além de sua janela. De buscar as coisas que lhe davam prazer. Os sonhos escapavam através dos dedos. O trem da vida passou apressado e ela nem sequer teve coragem de ir até a estação.
A única coisa que ela consegue é escrever meia dúzia de linhas em seu computador. Meia dúzia de lamentos e de sonhos perdidos.

Para os que virão
Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que eu quero ser.
Já sofri suficiente
para não enganar a ninguém :
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra da opressão, e nem sabem.
Não, não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoado singular – foi deixando,
devagar, sofridamente,
de ser para transformar-se,
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa do plural.
Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda estejace aprender a conjugar
o verbo amar.
É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
(Dura no peito, arde a límpidaverdade de nossos erros.)
Se trata de abrir o rumo.
Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.
(Thiago de Mello)