Ela estava sentada em frente ao micro tentando escrever sobre sua vida, tentando colocar no papel as coisas que a assombravam. Lançar-se neste desafio era difícil para ela. Escrever sobre seus medos era adentrar num campo minado. Extremamente complicado. Nem sempre as palavras certas saíam.
Pensou em escrever sobre nas inúmeras vezes que teve vontade em se lançar num novo projeto de vida, em procurar um novo amor, um novo emprego. Mas ela sempre esteva rodeada pelo medo. O medo do fracasso a paralisava.
Em seu interior havia uma vontade de mudar infinita. Mas essa vontade não tinha forças o suficiente para explodir em ações. Então ela simplesmente desistia de seus projetos e sonhos.
Em seu íntimo ela sabia que teria que contar consigo mesma e que essa mudança dependeria somente dela e de mais ninguém.
A culpa era dela, mas não conseguia admitir. Por esse motivo, ela culpava todos pela sua impotência. Culpava a família, o chefe, o governo, culpava o vizinho.
Não tinha coragem de saborear uma nova conquista, saborear o desafio de mudar. Ano após ano ela reclamava sem ter tido ao menos a coragem de olhar para além de sua janela. De buscar as coisas que lhe davam prazer. Os sonhos escapavam através dos dedos. O trem da vida passou apressado e ela nem sequer teve coragem de ir até a estação.
A única coisa que ela consegue é escrever meia dúzia de linhas em seu computador. Meia dúzia de lamentos e de sonhos perdidos.
Pensou em escrever sobre nas inúmeras vezes que teve vontade em se lançar num novo projeto de vida, em procurar um novo amor, um novo emprego. Mas ela sempre esteva rodeada pelo medo. O medo do fracasso a paralisava.
Em seu interior havia uma vontade de mudar infinita. Mas essa vontade não tinha forças o suficiente para explodir em ações. Então ela simplesmente desistia de seus projetos e sonhos.
Em seu íntimo ela sabia que teria que contar consigo mesma e que essa mudança dependeria somente dela e de mais ninguém.
A culpa era dela, mas não conseguia admitir. Por esse motivo, ela culpava todos pela sua impotência. Culpava a família, o chefe, o governo, culpava o vizinho.
Não tinha coragem de saborear uma nova conquista, saborear o desafio de mudar. Ano após ano ela reclamava sem ter tido ao menos a coragem de olhar para além de sua janela. De buscar as coisas que lhe davam prazer. Os sonhos escapavam através dos dedos. O trem da vida passou apressado e ela nem sequer teve coragem de ir até a estação.
A única coisa que ela consegue é escrever meia dúzia de linhas em seu computador. Meia dúzia de lamentos e de sonhos perdidos.
Para os que virão
Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que eu quero ser.
Já sofri suficiente
para não enganar a ninguém :
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra da opressão, e nem sabem.
Não, não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoado singular – foi deixando,
devagar, sofridamente,
de ser para transformar-se,
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa do plural.
Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda estejace aprender a conjugar
o verbo amar.
É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
(Dura no peito, arde a límpidaverdade de nossos erros.)
Se trata de abrir o rumo.
Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.
(Thiago de Mello)
Um comentário:
Ah querida e adorada amiga Meire.
Eu entendo bem o que você diz. A gente nunca enxerga a beleza que portamos. Quem observa é somente as pessoas que realmente se importam contigo. E eu sempre vou te dizer, você é uma mulher sexy, bonita, simpática e merece tudo de bom.
Beijos minha querida.
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