
Um dia antes do Natal de 2005, vi pela TV o show de Adriana Partimpim. Para quem não sabe, Adriana Partimpim nada mais é, que a cantora Adriana Calcanhoto, que lançou um CD infantil. Neste dia parei para assistir e ter a oportunidade de conhecer as músicas gravadas, já que sou há muito tempo fã dessa artista. Em minha opinião Adriana Calcanhoto é uma cantora de voz doce, compositora de inteligência e sensibilidade extrema. Uma mulher discreta no palco e de olhar expressivo.
Logo nas primeiras músicas, via-se as crianças cantando, dançando, estavam muito animadas. O show é realmente maravilhoso. Gostei tanto que corri comprar o CD. Com canções alegres, educativas, ele nos diverte. Algumas canções são velhas conhecidas como, “Oito Anos”, composta por Paula Toller, ou “Ciranda da bailarina” de Edu Lobo e Chico Buarque e a minha predileta a “Lição de baião”, gravada em 1961 por Baden Powell (foto).
Na verdade o que quero mostrar com o comentário que fiz sobre o show da Adriana Partimpim, é dizer que para divertir as crianças, as “cantoras e apresentadoras” de programas infantis, não precisam vestir micro saias ou usar de uma falsa ingenuidade escondida atrás de uma exacerbada sensualidade.
Você que me lê, não me julgue moralista, só gostaria de que as crianças fossem crianças. Que escutassem músicas com algum conteúdo, que assistissem programas educativos, que ensinassem coisas básicas como o respeito ao próximo, a educação, a generosidade. É pedir muito ou sonhar demais?
Mas, onde encontro programas desse gênero na pobre e fraca programação da televisão brasileira?
Penso que teria que haver uma reformulação geral nas músicas e nos programas infantis. Chega de bundinha, de peitinho. Chega de programas com louras turbinadas e cérebros do tamanho de um amendoim. Quero crianças pensando como crianças, que brinquem e ajam como tais. Chega de roubar a sua ingenuidade e acelerar sua maturidade.
Será que escrevi um texto utópico? Não sei responder, talvez. Mas é um desejo que eu gostaria de ver um dia realizado. Que toda criança pudesse desfrutar de programas, de músicas, filmes adequados. Assim como minhas sobrinhas têm esse privilégio. De serem crianças, até a hora de crescer.
Um comentário:
Oi Mê. Realmente também sinto falta de ver minha filha brincar de amarelinha, fubeca, peão. Muito do que está aí é fruto da tal tacnologia...quem não escolhe por cima de quem ela passa.
Mas adorei o texto....é bem reflexivo
beijos
ly
Postar um comentário