The same old story

The same old story

outubro 26, 2007


ESTRELA


(Gilberto Gil)



Há de surgir

Uma estrela no céu

Cada vez que você sorrir

Há de apagar

Uma estrela no céu

Cada vez que ocê chorar

O contrário também

Bem que pode acontecer

De uma estrela brilhar

Quando uma lágrima cair

Ou então

De uma estrela cadente se jogar

Só pra ver

A flor do seu sorriso se abrir

Hum!

Deus fará absurdos

Contanto que a vida

Seja assim

Sim

Um altar

Onde a gente celebre

Tudo que Ele consentir.

outubro 25, 2007


Vai chegar um dia em que a gente vai se ver,

se olhar, e nem irá pensar em nada,

nem lembrar de nada

nem se importar

com nada

nada existirá

o desejo

o gosto do beijo

o cheiro

nada,

teremos nos perdido

por inteiro

seremos estranhos

a olharem-se

num dia comum


até lá...

terá sido cruel

a sua ausência.


(Sirlei L. Passolongo)

outubro 22, 2007

Cheirinho bom


Para mim você tem cheiro de passarinho quando canta.

Cheiro de sol quando acorda.

E de flor quando ri.

Ao seu lado me sinto no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde sem relógio e sem agenda!

Ao seu lado me sinto comendo pipoca na praça.

Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce.

Da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro.

E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Pra mim você tem cheiro de colo de Deus.

De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

A seu lado, eu sei que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

A seu lado, sinto-me chegando em casa e trocando o sapato pelo chinelo.

Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.

A seu lado, pode ser outubro, mas parece manhã de natal do tempo em que à gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Pra mim, você tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

A seu lado, não acho que o amor é possível, tenho certeza, por isso, continuo do teu lado.

A seu lado, me sinto visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda.

Tocando com os olhos, os olhos da paz.

A seu lado, saboreio a delícia do toque suave que a tua presença sopra no meu coração.

Você para mim, tem cheiro de cafuné sem pressa.

Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim.

A seu lado, percebo que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre nas veias. Pulsa em outro lugar.

A seu lado, lembro que no instante em que sorrimos, Deus está conosco juntinho ao nosso lado.

E me vejo sorrindo grande que nem menino arteiro, com cara de moleque te desejando.


(desconheço o autor)




outubro 08, 2007



Segundo a mitologia grega, a Fênix é uma ave que não se alimenta de frutos ou de flores, mas de incenso e de raízes odoríferas. Depois de já ter vivido por cinco séculos, constrói para si um ninho na copa de uma palmeira ou sobre os galhos de um carvalho. Faz ali um estoque de lírio-da-índia, nardo e mirra, e com essas substâncias edifica e acende uma fogueira sobre a qual se coloca, a fênix morre e a partir dos seus restos mortais surge uma nova fênix. Quando a mesma cresce e adquire forças o bastante, ela ergue o ninho que está na árvore (que ao mesmo tempo é seu berço e sepultara de sua mãe), e o carrega até a cidade de Heliópolis no Egito, depositando-o no templo do Sol.


Por Eliene Percília




Desde que me conheço por gente, sempre vivi tal qual a Fênix. Morrendo e renascendo. Sempre com obstáculos a ultrapassar e perdas a superar...