A pior coisa do mundo é quando alguém faz você se sentir especial, e de repente, te deixa de lado. E aí você tem que agir como se não se importasse.”
(Caio Fernando Abreu)
The same old story
março 13, 2012
março 03, 2012
Crise dos 36 anos. Será que existe?
Andei pensando nisso entre uma pausa e outra em meus estudos.
Parei para pensar em tudo que houve em
minha vida nos últimos anos. No que fiz e no que deixei de fazer. Acredito que
a coisa mais importante que deixei de fazer foi a falta de coragem em falar. Em
fazer as pessoas me ouvirem. Em falar “poucas e boas” quando a situação assim exigisse.
Mas não sou assim, meu lado diplomático fala mais alto.
Não gosto do trabalho que executo.
Mesmo assim o faço com amor e zelo. Pois tenho consciência da grande
responsabilidade que tenho em minhas mãos. É uma enorme pressão.
Preciso trabalhar, oras! Não nasci
para ser dondoca!
Procuro sempre manter o bom humor e o
sorriso no rosto. Educação e diplomacia estão em meu DNA.
Posso me considerar feliz mesmo
estando em crise dos 36. Mesmo não tendo encontrado um amor para amar. Melhor
dizendo, “um amor para me amar”. Pois amei alguns e esses alguns não me amaram
da maneira como eu gostaria. Onde foi que errei? Qual é o segredo para se ter
um amor para a vida inteira? Qual será o segredo de laçar uma pessoa e com ela
envelhecer juntos? Laçar a pessoa e engravidar dela e fazer do filho uma arma
contra a separação? Casos como esse são os mais corriqueiros.
Meu coração desperta sempre pelas
pessoas erradas. Engraçado que das muitas vezes em que estou sossegada,
tranquila, meu coração é arrancado do eixo. Aí ele começa a bater descompassado,
doido, louco. Como um sindicalista exigindo seus direitos ele começa a fomentar
uma greve entre todos os meus outros órgãos. Nem meu cérebro escapa. Pois
começa a pensar somente na pessoa causadora de todo esse turbilhão de
sentimentos. Dia após dia. Ano após ano. Aí esse coração sindicalista cansado,
vai se acomodando novamente, até quem sabe um dia aparecer outra pessoa que o
faça enlouquecer novamente.
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